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*E eu quero muito acreditar que sim*

[Imagem: ‘As nove]

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Sometimes, all you need is an unbreakable faith that everything happens for a reason. And that what’s meant to be, will be. 

 

And I’d choose you;

in a hundred lifetimes,

in a hundred worlds,

in any version of reality.

I’d find you and

I’d choose you.

The chaos of stars 

What real Love is about – the kind of certainty we should look for. How many times can we feel it?

“Não penses que és só tu. todos falham, todos erram, todos caem, todos, em algum momento, desistem de coisas e de pessoas. todos têm medo, todos têm dores, todos, num dia qualquer, ficam sem saber o que fazer.

Todos têm dúvidas, todos querem ser gostados, todos, em algum fundo do poço, não encontram a coragem para mudar de lado. todos perdem a fé-nos-outros, todos, em algum caminho, se perdem de si mesmos, todos choram e todos – tantas vezes – ficam cansados da vida.

mas todos – todos mesmo – são muito mais fortes do que pensam. e todos – todos mesmo – têm mais coragem do que acreditam. todos – todos mesmo – conseguem dar a volta por cima. e todos – e tu também – têm coragem de sobra para fazer aquilo de que não vale nunca desistir: ser feliz.” 

‘As Nove

E o caminho faz-se andando…

 

Nunca tive muitos Amigos, e sempre achei suspeitas as pessoas que apregoam ter muitos amigos. Mas talvez essas pessoas reflictam apenas algo sobre o qual tenho pensado bastante nos últimos tempos – a escassez e a raridade de verdadeiras amizades. Assim sendo, e talvez cedendo um pouco à pressão social, mesmo que elas não existam, usam a palavra amigo num sentido mais amplo, que inclui um pouco de tudo. E eu tenho sentido um pouco isto, embora não use muito a palavra amigo de forma gratuita. Eu tento ser positiva e ver as coisas por outro ângulo – por vezes consigo, outras nem por isso. Se eu quiser tenho muitas pessoas com quem posso estar e até me divertir um pouco. O desafio é encontrar pessoas com quem nos identifiquemos e nos sintamos em família. Não sei se é por estar numa fase em que tenho poucos Amigos geograficamente perto de mim. Mas, e agora que penso sobre o assunto, os que estão longe também não estão presentes como antes. A distância e a disparidade nas horas de luz trazem consequências, por mais que digamos o contrário. Afastamo-nos, vivemos vidas diferentes, passamos por transformações diferentes, ganhamos objectivos diferentes; quando damos conta, os Amigos que tínhamos, como tínhamos e que eram a nossa âncora há uns anos, já não estão lá. Eles provavelmente sentem o mesmo em relação a mim. Faz parte da vida. E nestas coisas não há culpados, julgo eu. Seremos sempre Amigos, mas nunca mais será o mesmo. Não vale muito a pena “perder tempo” a pensar em inevitabilidades,  mas há dias em que custa não ter os nossos Amigos como antes, apesar dos corpos e das vozes que perduram. À distância.

 

 

 

IMG_3820.jpg January, 2018 [Shot on iPhone6s]

“Hoje, quando te vi, o meu coração não parou por segundos como de costume, e eu surpreendi-me. Em vez de parar acalmou [- o que é isto?]. Senti um alívio tão grande – que saudades tinha eu tuas. E ali percebi que contigo por perto não estou bem, mas sem ti não estou melhor. Que se faz nestas situações? Já me afastei e aproximei de ti tantas vezes, que mais parece não saber muito bem o quero. E talvez não saiba mesmo.

Sei pouco sobre o que sinto, aliás, sempre soube muito pouco. Mas sei que, se pudesse e me esquecesse de tudo o resto, era para o teu amplo e demorado abraço que corria neste momento.

Da saudade e do vazio que sinto ninguém sabe. E eu tenho tantas saudades tuas.”

 

 

 

 

 

Sabes? 
“para afirmar como me faltas
buscaria metáforas simples
diria que me faltas como o sol
ou como o oceano
quando os não vejo
e tu entenderias
mas é incompleta a imagem
omite o que é crucial
quando me faltas e como me faltas
não sou apenas eu que não sou eu
sou eu que não existo como eu
e isso, sabes
é a distância entre o oceano
e o sol”
Xilre

 

2017 – 2018 

Ando há uns dias a pensar sobre 2017 – o que me trouxe de bom, o que me deu, o que me marcou. 2017 foi um ano assim-assim. Foi, talvez, dos anos mais duros emocionalmente. Aparentemente, já passei por anos mais tensos, em que os meus estiveram menos bem, em que pensei não ser forte o suficiente para a demanda. Mas foi 2017 o ano em que confirmei que estou mesmo por minha conta, que um “trust me” pouco ou nada vale se não se traduzir em acções, e que não posso esperar que os outros tenham os mesmos princípios que eu. Confirmei que as minhas expectativas em relação aos outros é o que, normalmente, me trama.

Em 2017 vivi a Ciência ao extremo, trabalhei muito, li muito, lutei muito contra o que não achei justo, também larguei tudo por um dia ou dois quando precisei. Dei voltas e voltinhas. Vi projectos serem postos na gaveta, mas vi outros serem começados e avançarem à velocidade da luz. Tive que me impor, e isso trouxe mais trabalho e esforço. Não faz mal – chegue onde chegar, há-de ser por mim. O meu sonho mantém-se, e enquanto eu achar que há caminho para andar, eu vou andar.

Em 2017 senti-me só muitas vezes, e com a solidão veio muitas vezes a tristeza. Mas eu sei lidar com elas – acho que me definem de certa forma.

2017 foi um ano em que conheci pessoas novas com quem me ri muito, com quem partilhei ambições, sonhos, dores e mágoas. Apaixonei-me de novo e apercebi-me que aprendi algo com o passado e que, dê por onde der, os meus princípios são sólidos e já não vão mudar. Quero acreditar que são estes valores que me vão levar ao ‘lugar’ onde quero chegar. Leve o tempo que levar.

 

Fui a vários concertos, e os 120 minutos em que vi e ouvi Arcade Fire ao vivo fizeram de mim uma miúda imensamente feliz.

Os meus estiveram no geral bem, e isso deu-me força a maioria dos dias.

No final de 2017 eu e a minha Família recebemos o nosso maior presente. O meu sobrinho nasceu e eu acho que ele é o bebé mais lindo e perfeito que alguma vez vi. Adoro-o com todo o meu coração desde o primeiro instante que o vi. Tê-lo connosco faz-nos muito mais felizes, e lembra-me que o tempo passa mesmo muito depressa… A minha Irmã já é Mãe, e eu Tia.

Para 2018 espero continuar a ver os meus bem, ver o nosso Pequenino crescer alegre e a fazer todos felizes. Quero estar acima de tudo focada na Ciência, trabalhar muito, ver os meus objectivos atingidos e ser mais confiante. Quero sentir-me menos só, ser mais leve e desprendida e continuar a rir com as pessoas certas.

Que este novo ano seja um grande ano para todos, e que daqui a um ano possamos dizer que 2018 foi espectacular!! 🙂

 

 

Do you know that feeling of knowing that something good will happen? That feeling of knowing that you’re close to something great but you’re not quite there yet? That’s what I feel right now. I’m close to something that can be great, but I know I still have a long way to go until I get there. I haven’t felt this way for so long… Sometimes all you need is an unbreakable faith that things will work out in the end. The road is steep, bumpy, sometimes painful and, in my case and being completely honest, very often lonely. But it’s the road I chose to take, and is the one that will lead me to where I want to go. Being focused is not trivial, believing in myself, one simple ‘girl’ among so many brilliant and great people, is sometimes very difficult. But then my faith and resilience are there. And my passion for Science, which, for good or for bad, has carved my life.

 

“Tanta paz pra te manter
Contida e bem afinada
Tanta voz por te conhecer.

Pó de arroz pra te manter
Na vida bem engomada
E ainda que não digas nada
O teu rosto há-de dizer

Tanto faz ou tem de ser
Dizes tu bem ensinada
E ainda que estejas calada
No teu rosto há-de se ver”

Márcia

For me, one of the most difficult things about living is to let go. Things, situations, people. My whole life I’ve suffered from getting too attached, too emotionally connected. It’s been a constant battle between how rational I am, how rational I want to be, and how emotional I am. Through the years I’ve learned that it is OK to show your emotions – there’s nothing wrong with it. Ideally, one should be more rational and pragmatic than emotional. However, some things you can’t change, and normally that’s the way it is when it comes to people. And I deeply care about people. At the end of the day, what makes me happy is knowing that I haven’t hurt anybody’s feelings. This is one of my daily rewards. That and NOT eating chocolates – really rewarding! However, while I try to be nice to others, I very often get hurt. For being flexible to accommodate others, I sometimes let myself down. And this can be addictive. It’s like drugs – you know it’s bad , you know you shouldn’t do it, but once one gets down that road, is hard to leave… My theory is: never take drugs, you don’t know what might come next. But we can’t apply this rule to people. Given this, I very often go for the people, and when I start being hurt, I start planing my way out. It is challenging, takes time and effort. Taking people out of your life is hard, but one day, the day you actually do it comes, and you’ll feel bad at first. Yesterday was one of those days for me and I felt really bad, but today I feel ‘just’ bad.  Tomorrow will be the same as today, until the day it doesn’t hurt anymore. It’s always the same cycle, the same process. Sometimes let go is the only thing you can do to get a new beginning. Hopefully a better one. On the way, never look down, always up – you’ll certainly find something beautiful … ❤

 

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California Academy of Sciences/Planetarium, San Francisco. November, 2017 [Shot on iPhone6s] 

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Arcade Fire concert, Oracle Arena, Oakland. October 22, 2017 [Shot on iPhone6s] 

I listened to Arcade Fire for the first time in 2005. Still vividly remember that moment – I was paralyzed at the first song. I think it was Crown of Love. I’ve seen and loved so many things since then, but they always make me feel the same, go back to the same place. Now I got to see a full concert. They played my favorite songs, including My body is a cage, which makes my heart ache from the first to the last beat. Still. 12 years ago, I didn’t know that some things are forever, no matter how far you go… But now I know. And that’s fine.

 

“When I saw you I fell in love, and you smiled because you knew” William Shakespeare 

What keeps us alive is the capacity we have of constantly falling in love – for a lifetime, a few years, a month, a day, a few hours or just for the duration of a smile…

Nem todos os dias são alegres, nem todos os dias são leves, especialmente nos últimos tempos… Mas, curiosamente, nos últimos tempos tenho visto os mais bonitos céus quando o sol se põe. E, muitas vezes, é quando olho o céu  que me apercebo do quão bonito tudo isto é. E depois penso que tenho apenas que me manter focada e seguir caminho. O que tiver que ser será. E o resto que se lixe

Foto sunset Sep30, 2017

Inner Sunset, San Francisco. September 2017 [Shot on iPhone6s, zoomed in and grainy but who cares :)]